Sunday, September 25, 2005

O sentido da vida

Ainda na terceira aula, passámos para o tema do fim do livro. Já lhes tinha dito que faríamos assim: vamos em duas direcções, do princío para o fim e do fim para o princípio. Para contrariar a tendência de dar “o resto” a correr e para quebrar a monotonia de que eles tanto se queixam. E porque é importante manter aquelas reflexões no activo.
Falámos da vida rotineira, dos comportamentos não reflectidos. Felizmente. Não era possível reflectir e decidir sobre tudo. Quem, ao andar, decide conscientemente, mudar o pé de trás para a frente?
Mas não podemos viver apenas assim. Também temos de tomar decisões. E ao tomá-las, queremos saber se são boas ou más. Para isso, precisamos de saber para onde queremos ir. Ou seja, temos de ter objectivos. Por exemplo, passar de ano. Mas para quê?
E quando se colocam estas questões, só há duas vias possíveis: enfrentar o problema e procurar uma resposta ou... fingir que não há problema, fugir à questão e mergulhar... nas compras no shopping, nos jogos de computadores, no álcool, na droga... Mas nada disso resolve o problema. Isso são formas de incapacidade de encontrar a resposta que eu mesmo preciso.
A questão do sentido da vida, isto é, do que eu quero fazer da minha vida é a pergunta do nível mais elevado. Para ela há a resposta religiosa, por exemplo cristã que diz que o destino da vida é o céu, ou a budista que diz que é uma reencarnação posterior, ou ainda resposta do ateu que diz que com a morte tudo termina para aquele que morre, o que não resolve o problema ante o recoloca no contexto desta vida.- Sim, que quero eu fazer da minha vida? Que estou eu a fazer da minha vida? Que vida estamos nós a fazer nas comunidades em que vivemos?

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